10Km de trilhas na mata atlântica (ou quase isso)

No último domingo (30/10) participei da prova Trail Mata Atlântica 10K Antonina da Correr e Nadar, na divulgação do evento constava como um percurso 100% em trilha, na realidade deve ter sido uns 90%, mas com a margem de erro do IBOPE…rs Nada que desabone a prova, esses 10% na estrada de chão (com lama) foram importantes para “desafogar o trânsito”. O evento contou com mais de 100 atletas a maioria de assessorias esportivas (João Andarilho, Academia Reação, Studio Naréu, Diniz Treinamentos e várias outras), arrisco a dizer que esse número foi ideal, acima disto teríamos os terríveis congestionamentos na trilha.

A largada aconteceu no horário programado (09:00), os atletas se posicionaram no pequeno pórtico e largaram, tentei ficar bem próximo a saída para evitar o congestionamento, mas não teve jeito era muita gente, não consegui caminho livre, em menos de 300m rodados surge o primeiro obstáculo, atravessar o Rio do Nunes com sua água gelada e pedras escorregadias, como tinha muita gente atravessando a água ficou turva e alguns atletas usavam os outros como apoio sem o seu consentimento, paciência, trail running tem disso querendo ou não, é colaborativo. Após o rio veio um bom trecho de estrada de chão, o que permitiu separar um pouco os atletas, consegui ficar próximo ao primeiro pelotão e na segunda travessia do Rio do Nunes ninguém se apoiou em mim.kkk  Mais estrada de chão com lama, ultrapassei mais alguns e nem cedo e nem tarde surgiu a trilha single track, com muito barro e subida (começou a chover nessa hora),  as ultrapassagens reduziram bastante todo mundo foi mais ou menos no mesmo ritmo, até que a trilha ficou plana e deu para dar uma puxada, ainda assim ultrapassagens eram difíceis, no total devo ter passado apenas uns 5 na trilha, aproveitando-se de momentos em que os cadarços se desamarravam e de travessias de rios.

Largada dos 10K

Largada dos 10K

Travessia do Rio do Nunes

Travessia do Rio do Nunes

No geral achei o percurso bem sinalizado, apenas em um trecho quase no final da prova me perdi um pouco, era um local em que a marcação indicava subida, mas era descida, o que me salvou foi o som da concentração que vinha de baixo, logo que finalizei a prova voltei neste trecho para orientar os corredores, acabei achando uma fita solta e fiz uma marcação complementar.

largada antonina 10k mata atltanticaa

Percurso da prova – Trail Mata Atlântica Antonina 10Km

O desnível positivo da prova ficou em 255m, mas a impressão que tive é que era um pouco mais do que isso, não levei o celular com o Runstatic para fazer a minha medição pois fiquei com medo de estragar o aparelho (teria molhado mesmo). O trecho de trilha foi bastante corrível (fora a subida) ofereceu o que se esperava, folhas caídas, tocos, troncos de árvores, lama, travessia de pinguela e alguns escorregões, resumindo tudo isso em uma palavra: DIVERSÃO.

Altimetria do percurso 10Km

Ainda estou aguardando os resultados oficiais da prova, sei que o primeiro colocado fez em 51 minutos, eu consegui fechar em 1h:10m, fiquei muito satisfeito com o meu resultado, me rendeu um terceiro lugar na categoria (30-34), meu primeiro pódio.

Meu primeiro pódio

Meu primeiro pódio

Por se tratar de uma prova curta não usei mochila de hidratação, levei uma cinta com uma garrafa de isotônico do qual consumi apenas metade, a prova contou com 2 pontos de hidratação.

Para correr usei o La Sportiva Anakonda, estava meio receoso pois nos últimos treinos meu calcanhar ficou machucado, porém desta vez segui a recomendação do César Carignano de colocar esparadrapo nos pontos em que ele pegava, tudo saiu certo, sem nenhum machucado no calcanhar. Cada vez mais gosto desse tênis, tem um excelente grip em folhas e pedras molhadas e segura muito bem no barro, considero o melhor tênis para curtas distâncias em trihas ou montanhas.

anakonda

La Sportiva Anakonda: Tênis com as características ideias para esse tipo de prova.

Agradecimento especial para a minha esposa fotógrafa Jéssika Denega, que tirou centenas de fotos do evento mesmo sendo consumida pelos mosquitos..rs E também aos amigos Rodrigo Baptista e Diana Baptista que foram me prestigiar e nos proporcionaram um excelente pós-prova em Antonina.

Para quem não participou desta edição, fica a dica para 2015!

Abraços e até a próxima!

 

Para fechar o dia com chave de ouro

E para fechar o dia com chave de ouro…

Autor: Diego Denega

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3 Comments

    • Obrigado Gabriel! É legal ver que os treinos dão resultados..rs

      Sobre o Anakonda depende do tipo de rodagem, se for duas horas de corrida contínua em trilha acho que até dá pra aguentar pois o terreno ajuda no amortecimento, agora se tiver que pegar trechos médios de estrada é bem desconfortável, pouco amortecimento. Atualmente uso ele para percursos de montanha sem estrada, se tiver estradas e montanhas vou de Q-Lite também da La Sportiva, com esse até daria para fazer longas distâncias mas ele fica apertado e me machuca, devia ter comprado um número acima.

      Por isso te perguntei do The North Face, preciso de um tênis que vá bem em percursos com muita estrada e também em trilhas.

      Abraços!!

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      • Ele tem cara de ser bem rígido mesmo. Infelizmente a maioria dos percursos que costumo correr envolve uma boa porção de estrada de terra batida, então preciso de algum amortecimento a mais.
        Vou colocar o TNF Ultra Trail pra bater no próximo mês e ver no que dá. Ele é bem leve e tem bastante espaço pros dedos se movimentarem (gosto disso), mas ainda preciso testar o grip e o conforto com ele em movimento! rs
        Um tênis que eu gosto bastante, dá pra achar no Brasil e consigo me ver correndo distâncias longas (distância longa, para mim, significa acima de 21k…rsrs) é o Pearl Izumi Trail N2! Se tiver a oportunidade, dê uma olhada!

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